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Reprodução / Youtube

Por que Coyote vs Acme virou lançamento mais curioso do ano?

Filme que transforma os fracassos do Coyote em uma batalha judicial quase foi engavetado pela Warner e ganhou nova vida após mobilização de fãs e profissionais de Hollywood

Da Redação, publicado em 21/08/2026 e atualizado hoje.

Durante décadas, o Coyote foi sinônimo de fracasso. Por mais elaborados que fossem seus planos para capturar o Papa-Léguas, algo sempre dava errado - geralmente uma invenção da Acme, empresa fictícia responsável por fornecer foguetes, explosivos, armadilhas e os mais improváveis produtos do universo dos Looney Tunes. Agora, porém, o personagem decidiu fazer algo diferente: processar a Acme.

Essa é a premissa de Coyote vs. Acme, um dos lançamentos mais curiosos de 2026, que chega aos cinemas brasileiros em 27 de agosto. A produção mistura animação e live-action e transforma uma das piadas mais antigas dos desenhos animados em uma história de tribunal, com direito a advogado, grandes corporações e uma boa dose de sátira.

O filme que quase nunca chegou aos cinemas

Coyote vs. Acme ficou pronto, mas em 2023 a Warner Bros. Discovery decidiu não lançar a produção. A obra entrou na lista de projetos que seriam arquivados como parte de uma estratégia financeira, provocando forte reação entre fãs e profissionais da indústria.

O caso chamou ainda mais atenção porque o filme já estava concluído. Não se tratava de uma produção abandonada durante as filmagens ou de um projeto que nunca saiu do papel. Era um longa pronto que corria o risco de simplesmente não ser exibido ao público.

A decisão gerou uma mobilização incomum em Hollywood. Integrantes da equipe, profissionais do cinema e fãs passaram a defender o lançamento, transformando o próprio filme em uma espécie de símbolo de resistência criativa.

Quase três anos depois, o improvável aconteceu: a produção foi adquirida pela Ketchup Entertainment e ganhou uma nova chance nos cinemas. A empresa programou o lançamento nos Estados Unidos para 28 de agosto, enquanto o Brasil terá estreia prevista para um dia antes, em 27 de agosto, com distribuição nacional da Paris Filmes.

E aí está a primeira grande ironia: um filme sobre um personagem que nunca desiste conseguiu sobreviver depois de quase ser descartado pelo próprio estúdio.

Afinal, por que o Coyote está processando a Acme?

A ideia parece absurda - e é justamente aí que está a graça. Depois de passar anos comprando produtos que explodem, falham, caem sobre sua cabeça ou simplesmente não funcionam quando ele mais precisa, o Coyote decide que chegou a hora de responsabilizar a empresa. Na história, ele contrata Kevin Avery, um advogado vivido por Will Forte. Juntos, eles entram em uma batalha judicial contra a Acme Corporation.

Do outro lado está um poderoso representante da empresa, interpretado por John Cena. A trama transforma um detalhe que sempre esteve nos desenhos em uma grande pergunta: e se o Coyote tivesse mesmo motivos para reclamar de tudo o que a Acme vendeu para ele?

Afinal, durante décadas, ele comprou equipamentos que prometiam ajudá-lo a capturar o Papa-Léguas e terminou, quase sempre, sendo a principal vítima das próprias armadilhas. O que era apenas humor físico passa a ser tratado como uma relação de consumo desastrosa — uma ideia inusitada que abre espaço para satirizar o universo das grandes corporações e dos tribunais.

Filme para crianças e adultos. Para os pais mostrarem para os filhos os desenhos de antigamente. Que tal?

Um filme baseado em uma ideia ainda mais inusitada

A história não nasceu diretamente dos desenhos animados. O longa foi inspirado em um texto satírico de Ian Frazier publicado na revista The New Yorker em 1990. A publicação imaginava justamente como seria uma ação judicial movida pelo Coyote contra a empresa responsável por todos aqueles produtos defeituosos. Décadas depois, a ideia ganhou uma versão cinematográfica que mistura personagens animados e atores reais.

A direção é de Dave Green, enquanto o roteiro é assinado por Samy Burch, com contribuições para a história de James Gunn e Jeremy Slater. Gunn, hoje um dos nomes mais conhecidos do universo dos filmes de super-heróis, também está entre os produtores do longa.

O que acontece depois de tantos fracassos?

Essa simples mudança cria uma história que mistura comédia, aventura, sátira corporativa e tribunal. O resultado é um dos projetos mais diferentes já feitos com os personagens dos Looney Tunes.

A curiosidade em torno do filme também cresceu com as primeiras avaliações internacionais. Veículos especializados destacaram a mistura incomum entre a comédia clássica dos Looney Tunes, o humor físico e a sátira ao mundo corporativo.

Para mais dicas de Filmes, fique de olho em OsPaparazzi.

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