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Reprodução / Youtube

Do Foo Fighters ao Stray Kids: O que é Rock in Rio, afinal?

Com atrações de diferentes gerações e estilos, festival amplia o conceito de música e aposta em uma programação capaz de reunir públicos diversos

Da Redação, publicado em 19/08/2026 e atualizado hoje.

Por mais que o nome continue sendo Rock in Rio, basta olhar para a programação do Rock in Rio 2026 para perceber que o festival se transformou em algo muito maior do que uma celebração do rock. De Foo Fighters a Stray Kids, passando por Elton John, Maroon 5, Calvin Harris, João Gomes, Gilberto Gil e Twenty One Pilots, a Cidade do Rock se prepara para receber artistas que representam gêneros, gerações e culturas completamente diferentes.

A edição de 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro. E a diversidade do line-up não parece ser um detalhe: ela representa a própria evolução do festival ao longo de quatro décadas.

Mas afinal: onde está o rock?

Ele continua lá. E com bastante força. No dia 4 de setembro, o Foo Fighters será headliner do Palco Mundo, acompanhado por nomes como Rise Against, The Hives e Nova Twins. A programação do dia também terá Capital Inicial, Detonautas, Biquini e outras atrações ligadas ao universo do rock. O festival também reservou dois dias inteiros dedicados ao gênero, reforçando que o rock continua sendo parte fundamental de sua identidade.

O que mudou foi a definição de quem pode ocupar a Cidade do Rock. Em vez de entender o rock como uma fronteira que determina quem entra ou não na programação, o festival passou a trabalhar com uma ideia mais ampla de música, entretenimento e experiência cultural.

Stray Kids é um exemplo dessa transformação

Talvez nenhum nome represente melhor essa mudança do que o Stray Kids. O grupo sul-coreano será headliner do Palco Mundo em 11 de setembro, em uma noite dedicada ao K-pop. Será a estreia do grupo na Cidade do Rock. Formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N., o grupo mistura rap, pop, elementos eletrônicos e diferentes influências musicais.

A própria organização destaca a capacidade do Stray Kids de experimentar musicalmente e construir uma forte relação com os fãs, conhecidos como STAYs. E há um detalhe simbólico: segundo informações divulgadas sobre a edição, o grupo representa a primeira vez que o K-pop ocupa o topo de um line-up do Rock in Rio.

O jovem que ouve K-pop também pode ouvir rock

A mudança também acompanha a forma como as pessoas descobrem música atualmente. As playlists não precisam mais obedecer a gêneros. Uma mesma pessoa pode ouvir Foo Fighters pela manhã, Stray Kids à tarde, Calvin Harris à noite e terminar o dia com Elton John. O streaming tornou essa mistura ainda mais comum. As fronteiras entre rock, pop, rap, eletrônico e música asiática ficaram menos rígidas — e os grandes festivais passaram a acompanhar esse comportamento.


Instagram oficial do Stray Kids.

O Rock in Rio, nesse sentido, funciona como um retrato desse novo consumidor de música. A diversidade passa a funcionar como parte da experiência. E o Brasil também está representado. A programação de 2026 reúne nomes de diferentes gerações e estilos, incluindo Gilberto Gil, João Gomes, Capital Inicial, Detonautas, Biquini e artistas do Espaço Favela, entre outros.

Essa mistura reforça outra característica do festival: o Rock in Rio não é apenas uma vitrine para artistas internacionais.

O Rock in Rio nasceu em 1985. Quarenta e um anos depois, continua tentando falar com públicos que não existiam quando a primeira Cidade do Rock foi montada.

O festival continua tendo rock, e muito. O que mudou foi a compreensão de que uma marca criada a partir do rock poderia se tornar uma plataforma muito maior de música e cultura. O próprio nome permaneceu. A essência, porém, ganhou novas camadas. E é justamente por isso que, em 2026, uma pergunta como “você vai ao Rock in Rio para ver qual banda?” já não tem uma resposta tão simples. Pode ser Foo Fighters. Pode ser Stray Kids. Pode ser Elton John. Pode ser João Gomes. Ou pode ser simplesmente a vontade de descobrir algo que ainda não estava na sua playlist.

OsPaparazzi segue de olho no mundo da Música e no RIR 2026.

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