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Reprodução / Youtube

Conheça o legado de Carlos Cesare, palhaço de SJC

Artista morreu no dia 16 de agosto, aos 60 anos de idade; marcou uma geração em São José com o Palhaço Eugênio

Da Redação, publicado em 17/08/2026 e atualizado hoje.

Morreu neste domingo, 16 de agosto de 2026, aos 60 anos de idade, em São José dos Campos, o ator e artista Carlos José Cesare, conhecido pelo personagem Palhaço Eugênio Garnizé. A causa da morte não foi divulgada. Ele morava sozinho e foi encontrado pelos vizinhos em casa. A Fundação Cultural de São José dos Campos prestou homenagens ao artista. Com mais de 40 anos de carreira, Carlos Cesare construiu uma trajetória marcada por diferentes manifestações culturais. Foi ator, cantor, palhaço, artista plástico, bonequeiro, dramaturgo, figurinista, cenógrafo, locutor e professor de teatro.

Para o público de São José dos Campos, um de seus personagens mais marcantes foi o Palhaço Eugênio, figura que ajudou a aproximar crianças e famílias do teatro, da imaginação e da cultura. Aos domingos de manhã, o endereço era a Praça do Aquarius, na região oeste. O legado que ele deixa para essas famílias e crianças é de muito amor, paixão pela arte e muito carinho. Brincadeiras aparentemente simples viravam mágica com o seu olhar.

O personagem Eugênio fazia da brincadeira uma forma de interação, usando humor, expressão corporal e improviso para conquistar o público. Para quem frequentava a praça, encontrar o palhaço fazia parte do passeio de fim de semana. Carlos deixou histórias contadas por pais aos filhos, crianças que cresceram lembrando das brincadeiras e uma praça que, durante anos, teve um encontro marcado com o sorriso do Palhaço Eugênio.

Fica o legado de apoio e incentivo à cultura em São José dos Campos!

Origem do artista

Mais velho de 6 filhos, nasceu em São José dos Campos em 1965. Origem italiana? Sim. O bisavô veio da Itália. O pai foi sapateiro no Mercado Municipal de SJC. Estudou teatro em 1986. E se formou em Artes Visuais. A avó vinda de Minas Gerais ficava em Santana. Já os pais moravam no Monte Castelo.

Entrevista da TV Câmara com Carlos Cesare.

Palhaço Eugênio

O personagem esteve presente em diversos espetáculos apresentados ao longo dos anos na cidade e na região. Um dos trabalhos mais conhecidos foi “Armazém do Eugênio”, espetáculo idealizado por Carlos Cesare e originalmente dirigido por Bebê de Soares. A montagem mistura teatro de rua, palhaçaria, manipulação de objetos e música.

Em março deste ano, o espetáculo “Show do Eugênio” voltou a ser apresentado durante a Semana do Teatro de São José dos Campos, realizada pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo.

Trabalhos na TV

Na década de 1980, trabalhou no programa “Qual É a Música?”, do SBT, apresentado por Silvio Santos. Cesare entrou na atração para substituir o dublador conhecido como Pablo e permaneceu no programa durante quatro anos.

Também participou do quadro 'Se Vira nos 30', do Domingão do Faustão, na Rede Globo.

Em reportagem publicada pelo UOL, o próprio artista relembrou que, apesar de ter ficado conhecido pela participação no programa, sua vontade era atuar e cantar. Depois da televisão, voltou a concentrar sua carreira nos palcos e em trabalhos voltados à cultura e à formação artística. Também participou de produções teatrais ao lado de nomes como Sérgio Mamberti e Domingos Montagner, além de ter trabalhado em festas infantis e outras produções culturais.


Participação de Carlos na TV Vanguarda, afiliada Globo em SJC.

A carreira de Carlos Cesare não ficou restrita à palhaçaria. Seu trabalho passou pelo teatro, televisão, música, literatura, artes plásticas, cenografia, figurino, narração e educação. Essa diversidade ajudou a construir uma trajetória particular dentro da produção cultural de São José dos Campos. Em seu perfil profissional, o artista se apresentava como ator, cantor, artista plástico, bonequeiro, dramaturgo, figurinista, cenógrafo, modelo, locutor, professor e palhaço.

Fica aqui a homenagem de OsPaparazzi para Carlos Cesare. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. O artista permanecerá para sempre em nossos corações. Não apenas pelo que fez no palco, mas pelas memórias que ajudou a construir fora dele.

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