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Apresentação do filme documentário Nação Ubuntu - A voz dos silenciados
Fraternidade Sem Fronteiras/ Divulgação

Nação Ubuntu: Por que vale assistir ao filme documentário

São Paulo recebeu na última quarta-feira (4 de novembro) a pré-estreia do filme documentário Nação Ubuntu - A voz dos silenciados. A produção estreia nos cinemas no dia 12 e é dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, com produção de Iafa Britz (de Minha mãe é uma peça), da Migdal Filmes. Já ocorreram pré-estreias em Uberlândia e Rio de Janeiro. Ainda estão programadas sessões de lançamento em Belo Horizonte, Salvador e Campo Grande. A partir do dia 12 de novembro, ocorre a estreia geral.

Apresentação do filme documentário Nação Ubuntu - A voz dos silenciados
Prince, Felly e Maick, três dos quatro protagonistas do filme, além do diretor Paulo Henrique FontenelleFoto: Fraternidade Sem Fronteiras/ Divulgação

OsPaparazzi esteve na pré-estreia em São Paulo, no shopping Frei Caneca, e conta para você como é este filme emocionante e que desperta muitas reflexões.

A história

O documentário tem como personagens principais quatro homens da República Democrática do Congo que tiveram que deixar o país de origem por causa da guerra no país africano. Eles se conhecem no campo de refugiados de Dzaleka, no Malawi.

Os quatro viveram momentos de extremo horror por causa da guerra e passaram a viver nesse campo de refugiados, projetado para receber dez mil pessoas, mas que já ultrapassa 60 mil. O local também tem condições precárias de vida.

Em vez de retribuir o ódio com ódio, eles seguem o caminho oposto. Guiados pela filosofia Ubuntu, de origem africana, eles se unem para melhorar a vida das pessoas que estão ao redor e, assim como eles, tiveram que deixar o país de origem para buscar refúgio em outro território. Afinal, a filosofia Ubuntu prega que nós só existimos porque outros existem.

Disso surge a frase que resume a filosofia: “eu sou porque nós somos”.

Neste caminho de buscar melhorias para as pessoas no campo de refugiados, eles conhecem Clarissa Paz, uma brasileira do Rio de Janeiro que foi ao Malawi para desenvolver um projeto social como parte da grade acadêmica de um curso que realizava nos Estados Unidos.

Nação Ubuntu: Dia de pré-estreia do filme
Nação Ubuntu: Dia de pré-estreia do filmeFoto: Fraternidade Sem Fronteiras/ Divulgação

Clarissa se junta a eles e passa a ajudá-los a buscar melhorias para o campo. Por meio dela, a organização humanitária brasileira Fraternidade Sem Fronteiras, fundada pelo ativista social Wagner Moura Gomes, chega ao local e institui o projeto Nação Ubuntu.

Os quatro mantém o protagonismo, assim como as demais pessoas que vivem no campo. A ajuda brasileira chega apenas como uma mão a mais para dar força nesta corrente e seguir a filosofia Ubuntu - eu sou porque nós somos.

O projeto Nação Ubuntu tem uma escola com mais de duas mil crianças que vivem no campo de refugiados, assim como oferece emprego em diferentes áreas do projeto para pessoas que também tiveram que se refugiar em Dzaleka.

A Fraternidade Sem Fronteiras é uma organização brasileira que existe desde 2009 e tem seis projetos no Brasil e cinco em países africanos. É mantida principalmente por meio de padrinhos e madrinhas que fazem contribuições mensais para os projetos. Frequentemente, caravanas de voluntários são organizadas para os projetos para que os voluntários possam vivenciar a realidade do projeto e colocar a mão na massa para ajudá-los. Entre os apoiadores da organização, destaque para o DJ Alok, que já esteve nos projetos da Fraternidade em Moçambique e no sertão da Bahia. Alok também participa de campanhas da organização.

Fraternidade Sem Fronteiras
À esquerda, Wagner Moura Gomes, fundador da Fraternidade Sem FronteirasFoto: Divulgação

Muita emoção e reflexões

O filme tem muitos momentos de emoção. Na pré-estreia acompanhada por OsPaparazzi, não foram poucas pessoas que recorreram aos lenços para enxugar as lágrimas.

A emoção não é apenas pelas dificuldades enfrentadas pelos quatro protagonistas e as pessoas que vivem no campo de refugiados, mas também pelos vários exemplos de amor ao próximo que são mostrados no filme.

Além de emoção, o filme provoca várias reflexões. Você deixa a sala do cinema refletindo sobre a crise dos refugiados, as guerras que existem no continente africano e que são ignoradas pela mídia, a exploração do continente africano que são financiadas por grandes empresas. Você sabia, por exemplo, que a bateria do seu celular provavelmente tem um pedacinho da República Democrática do Congo (RDC)? O cobalto, que é usado para fazer as baterias de lítio, é extraído principalmente da RDC. E o pior: o início dessa cadeia de extração do mineral envolve na maioria dos casos a exploração de pessoas e do trabalho infantil.

Sala cheia para pré-estreia de Nação Ubuntu
Sala cheia para pré-estreia de Nação UbuntuFoto: Divulgação

Outras reflexões também são sobre humanidade. É inspirador ver pessoas trabalhando com tanto afinco pelo bem do coletivo. Pessoas que poderiam deixar o ódio imperar, mas preferiram retribuir com amor.

Trailer do filme documentário.

Vale a pena ver?

OsPaparazzi acredita que vale muito a pena você procurar o cinema para assistir a partir do dia 12. O filme trata de temas difíceis, mas, ao mesmo tempo, consegue fazer você sair da sala com a sensação de que aprendeu mais sobre o mundo e com vontade de também ajudar na transformação de um mundo melhor.

Para mais dicas de Filmes Brasileiros, fique de olho na seção Filmes.

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