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Chorão do Charlie Brown Jr
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Confira biografia do Chorão do Charlie Brown

O vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr, morreu no dia 6 de março de 2013, no bairro de Pinheiros, na região oeste de São Paulo. Alexandre Magno Abrão, o Chorão, tinha 42 anos de idade (Chorão nasceu no dia 9 de abril de 1970) e passou a maior parte de sua vida em Santos, no litoral paulista. O cantor do Charlie Brown Jr era fã de música, skate, apaixonado pelo Santos Futebol Clube e referência para toda uma geração de jovens.

A repercussão do adeus de Chorão chega a surpreender. Ele se despede no mesmo dia da morte de um dos líderes mais polêmicos da América do Sul, Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela. Nas redes sociais não houve nem competição: o assunto mais comentado, disparado, é o de Chorão do Charlie Brown Jr.

A discografia completa do Charlie Brown Jr. voltou para as rádios. As melhores letras das músicas de Chorão ganham destaque nos jornais. E até mesmo uma das bandas mais famosas da história do rock internacional presta sua homenagem ao cantor santista. A página oficial do Guns N' Roses no Facebook prestou uma homenagem a Chorão do Charlie Brown.

O perfil '@gunsnroses' escreveu: 'De luto pela perda de nosso irmão brasileiro, R.I.P. Chorão. Essa Don't Cry agora toca por você'. Em seguida a banda liderada por Axl Rose destaca o clipe da música citada. O refrão da música diz: 'Não chore esta noite. Eu ainda amo você. Não chore esta noite. Existe um paraíso acima de você'.

A biografia completa de Alexandre Magno Abrão, o Chorão, você confere aqui.

Chorão do Charlie Brown Jr
Chorão do Charlie Brown JrFoto: Divulgação

Poucos artistas conseguiram construir uma identidade tão imediatamente reconhecível no rock brasileiro quanto Chorão. Vocalista, principal letrista e um dos fundadores do Charlie Brown Jr., ele transformou experiências pessoais, a cultura do skate e a vida nas ruas de Santos em músicas que dialogaram diretamente com uma geração. Chorão morreu em 6 de março de 2013, aos 42 anos, em São Paulo. O laudo apontou overdose de cocaína como causa da morte.

De onde veio o apelido Chorão?

O apelido surgiu antes da fama, no ambiente do skate. Segundo a Prefeitura de Santos, Chorão praticava o esporte desde jovem e, durante sessões no Ibirapuera, costumava ficar no canto da pista com uma expressão que parecia de choro quando errava as manobras. O apelido acabou acompanhando Alexandre Magno pelo restante da vida.

O skate, aliás, não era apenas um hobby. Ele fazia parte da identidade artística de Chorão. O Charlie Brown Jr. começou justamente muito próximo desse universo, apresentando-se em campeonatos e eventos ligados ao esporte.

Poucos artistas conseguiram construir uma identidade tão imediatamente reconhecível no rock brasileiro quanto Chorão. Vocalista, principal letrista e um dos fundadores do Charlie Brown Jr., ele transformou experiências pessoais, a cultura do skate e a vida nas ruas de Santos em músicas que dialogaram diretamente com uma geração.

Seu nome de batismo era Alexandre Magno Abrão. Ele nasceu em 9 de abril de 1970, em São Paulo, e se mudou para Santos ainda na adolescência. Foi na cidade do litoral paulista que construiu sua carreira musical e passou a ser associado definitivamente à cena do skate e do rock.

Chorão morreu em 6 de março de 2013, aos 42 anos, em São Paulo. O laudo apontou overdose de cocaína como causa da morte.

Como nasceu o Charlie Brown Jr.?

Antes do Charlie Brown Jr., Chorão já tinha experiência como músico. Em Santos, acabou assumindo os vocais de uma banda chamada What's Up, que tinha repertório em inglês. Foi nessa época que conheceu Champignon, baixista que posteriormente se tornaria um dos principais parceiros musicais de sua carreira. Em 1992, Chorão, Champignon, Renato Pelado, Marcão e Thiago Castanho formaram o Charlie Brown Jr. A banda começou no circuito underground de Santos e São Paulo e ganhou espaço especialmente entre o público ligado ao skate.

O nome também tem uma história curiosa. Chorão contou que bateu o carro contra uma barraca de água de coco em Santos que tinha uma imagem do personagem Charlie Brown, da turma do Snoopy. O “Jr.” fazia referência à ideia de que os integrantes eram “filhos do rock”.

A mistura que virou marca registrada

O Charlie Brown Jr. não cabia facilmente em apenas um gênero musical. A banda misturava rock, hardcore, punk, reggae, rap e hip-hop, além de elementos de outros estilos. Essa combinação ajudou o grupo a se diferenciar no cenário brasileiro dos anos 1990. As letras de Chorão também tinham uma característica própria: falavam de relacionamentos, amizade, dificuldades, skate, vida urbana, juventude e conflitos pessoais.

Uma análise publicada pela Folha de S.Paulo após a morte do cantor destacou justamente essa relação entre as letras e seu cotidiano, incluindo referências à praia, às competições de skate, aos relacionamentos e às dificuldades econômicas.

Os grandes sucessos

Ao longo da carreira, Chorão esteve à frente de músicas que continuam associadas à história do rock nacional. Entre elas estão: “Proibida pra Mim”; “Zóio de Lula”; “Te Levar Daqui”; “Só Por Uma Noite”; “Lugar ao Sol”; “Tudo Que Ela Gosta de Escutar”; “Lutar pelo que é Meu”; “Só os Loucos Sabem”; “Ela Vai Voltar” e “O Côro Vai Comê!”. A variedade de temas ajudou a fazer com que diferentes músicas encontrassem públicos diferentes.

Por que Chorão continua sendo lembrado?

Parte dessa permanência está na forma como suas letras transformavam experiências cotidianas em canções: amor, amizade, frustração, liberdade, skate, juventude, erros e recomeços. Chorão não construiu apenas uma carreira como vocalista. Ele criou uma persona artística que misturava música, esporte, comportamento e linguagem de rua.

E essa história continua ganhando novas interpretações. Em 2026, está previsto o lançamento do filme “Chorão: Só os Loucos Sabem”, produção inspirada no livro Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz? – Minha história de amor com Chorão, escrito por Graziela Gonçalves. O longa é produzido pela Bravura Cinematográfica, tem coprodução da Globo Filmes e distribuição da Downtown Filmes.

OsPaparazzi falou sobre o filme Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?, com José Loreto.

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