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Reprodução / Youtube

Vale a pena assistir Frankenstein na Netflix

Não é filme de terror. Tem direção de Guillermo del Toro, mexicano que já levou o Oscar. Esteticamente impecável. Veja mais críticas

Da Redação, publicado em 31/12/2025 e atualizado hoje.

O filme Frankenstein (2025), dirigido por Guillermo del Toro e disponível na Netflix, é uma das adaptações mais comentadas da clássica obra de Mary Shelley. Mas é importante entender desde o início que ele não é um filme de terror convencional no estilo 'sustos baratos' ou monstros saltando da tela. Não. Estamos falando de um filme com estética impecável, com boas notas de críticas e que vale muito a pena assistir.

Cena do filme Frankenstein da Netflix com a atriz Mia GothFoto: Reprodução / Youtube

O diretor mexicano Del Toro, vencedor do Oscar com o filme 'A Forma da Água', usa o universo sombrio de Frankenstein para explorar temas profundos como: a humanidade e vulnerabilidade da criatura, a culpa e arrogância de seu criador, e a necessidade de perdão e aceitação. Esses elementos fazem com que o longa funcione mais como um drama profundo com estética gótica e emocional do que simplesmente um filme de terror.

A estética de Frankenstein é um dos pontos mais elogiados. Cenários ricos e detalhados, com ambientes históricos imersivos e que evocam a Europa do século XIX com estilo gótico. Fotografia e design de produção primorosos, combinando locações reais com artes elaboradas e figurinos que amplificam a sensação de atmosfera clássica.

Tudo isso transforma a experiência em algo visual e sensorialmente rico.

Ainda sobre estética:

As filmagens ocorreram em Toronto, no Candá, na Royal Mile em Edimburgo e na Burghley House em Stamford, Lincolnshire.

Sinopse. Fala sobre o quê?

Frankenstein é a reimaginação cinematográfica do clássico de Mary Shelley, contada pelo cineasta Guillermo del Toro. O filme acompanha Victor Frankenstein, um cientista brilhante e atormentado interpretado por Oscar Isaac, que embarca em uma ambiciosa e perigosa missão de criar vida a partir da morte. Sua experiência inevitavelmente dá origem a uma criatura única - interpretada por Jacob Elordi - cujo próprio surgimento levanta perguntas profundas sobre o que significa ser humano, desejar amor e buscar compreensão. Destaque também para a atuação da atriz Mia Goth, que interpreta Elizabeth Lavenza.

Trailer do filme Frankenstein.

Críticas sobre o filme

A recepção crítica tem sido majoritariamente positiva. No Rotten Tomatoes, o filme tem cerca de 85% de aprovação dos críticos e pontuações ainda maiores entre o público (verificando até 95%). Críticos destacam que Del Toro encontra humanidade no “monstro”, transformando a narrativa em um épico emocional e não só um conto de horror.

Qual é a mensagem do filme?

Segundo o próprio diretor, Del Toro, o filme carrega uma mensagem que considera “rara hoje em dia”: reconectar-se com o poder do perdão e da aceitação. Nesse sentido, Frankenstein é sobre quem cria e abandona, sobre consequências das escolhas humanas e sobre empatia - inclusive pelos que são marginalizados ou vistos como “diferentes”.

Vale a pena assistir?

Sim! Você gosta de filmes que exploram temas humanos e emocionais profundos? Gosta de filmes que têm estética cinematográfica marcante? Que oferecem performances fortes e visuais que ficam na memória? Então dê uma chance para Frankenstein na Netflix e depois comente aqui no artigo de Filmes de OsPaparazzi.

Para saber mais sobre o personagem

Frankenstein não nasceu como um monstro do cinema ou do terror popular, mas da literatura. O personagem surgiu em 1818, no romance “Frankenstein; ou, o Prometeu Moderno”, escrito por Mary Shelley, quando ela tinha apenas 18 anos. Na história, o jovem cientista suíço Victor Frankenstein se dedica obsessivamente a descobrir os segredos da vida. Usando conhecimentos de ciência e eletricidade, ele cria um ser vivo a partir de partes de corpos humanos. Ao conseguir dar vida à criatura, Victor se apavora com o resultado e a abandona, marcando o início da tragédia.

A criatura - que muitas vezes é chamada erroneamente de Frankenstein, mas não recebe um nome próprio no livro - não nasce má. Ela surge sensível, curiosa e desejosa de afeto, aprendendo a falar e a entender o mundo sozinha. No entanto, ao ser rejeitada pelo próprio criador e pela sociedade por causa de sua aparência, passa a reagir com revolta e violência. Assim, o “monstro” é, na verdade, fruto do abandono humano e do medo do diferente. Mary Shelley criou uma história que marcou gerações.

Você sabia que nos Parques da Universal em Orlando, nos EUA, há brinquedos com referência ao Frankenstein? Leia mais sobre o Epic Universe aqui em OsPaparazzi e conheça a atração 'Monsters Unchained: The Frankenstein Experiment', localizada no Dark Universe, dentro do Epic Universe.

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