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Aline Oliveira

Como esconder nossos filhos das redes sociais

Reflexão sobre redes sociais e crianças. Qual idade certa para deixar o filho ter Facebook ou Instagram?

Por Aline Oliveira, publicado em 21/07/2021 e atualizado hoje.

Pais e mães consultam as escolas para pedir conselhos sobre os filhos e as redes sociais. Com qual idade posso liberar a criança para utilizar redes sociais como Tik Tok, Facebook, Instagram, entre outras? Todos os amigos dele estão nas redes sociais. Como esconder meus filhos desse mundo de exposição? Para fazer refletir em cima desses questionamentos, recomendo muito o artigo da colunista Vera Iaconelli, da Folha de SP. A doutora em psicologia abordou o tema em sua coluna no jornal.

Iaconelli introduz o assunto contando o caso da menina de 14 anos de idade que teve o perfil das redes sociais cancelado pela mãe. A menina era um fenômeno entre crianças nas redes sociais, com mais de 2 milhões de seguidores. Mas a exposição em excesso estava incomodando a mãe. Ela achava que a rede social distorcia a percepção da filha de si mesma e das suas relações sociais.

(Ilustro este artigo com as crianças longe das redes sociais e brincando de futebol no gramado ;)

'As redes sociais foram criadas com a estrita finalidade de fazer seus usuários consumirem, enquanto os entretêm, viciando-os. Elas também se prestam à função de babás numa sociedade cujo estilo de vida é inconciliável com a parentalidade', diz Vera.

Ela também cita o caso de engenheiros do Vale do Silício, responsáveis pela criação das redes sociais, que bloqueiam o acesso dos filhos à internet. Os engenheiros dizem que o sucesso no século 21 vai depender das 'habilidades que se adquire em escolas do estilo Waldorf'.

'Não há pai, mãe ou cuidador que não manifeste preocupação com o excessivo uso das telas pelas crianças e se pergunte sobre como intervir. Mas Freud provou haver um abismo entre o que o sujeito manifesta e as motivações inconscientes que o movem. Nesse sentido, a experiência clínica mostra que o como fazer que os adultos tanto perguntam é irrelevante diante da convicção e do desejo de fazê-lo. Pais e educadores conseguirão exercer sua função diante das mídias, se e quando eles mesmos estiverem menos desbundados e viciados nelas. Se e quando estiverem de fato convencidos dos riscos. A partir daí poderão se unir a inúmeras instituições sérias que vêm acumulando informação sobre malefícios e possibilidades do uso da internet na infância', acrescentou.

Aí ela simplesmente resume toda a história. Pais e educadores estão com os celulares em mãos. Interagindo nas redes sociais. E aí vão obrigar a criança a não entrar naquele ambiente? Acredito que a maior dificuldade se dê entre os 10 e 15 anos de idade. Muitos amigos estão nas redes sociais. E as crianças passam a pedir para entrar também.

Aqui eu lembro da entrevista que fiz com mãe e filha que são influentes nas redes sociais. E também do artigo que destaca os cuidados da criação de canal infantil no YouTube (youtubers mirins). São reflexões e cuidados importantes para a criação dos nossos filhos.

No meu caso, admito que preciso me controlar mais. Principalmente quando estou perto das crianças. Venho estudando muito sobre marketing digital e redes sociais. Então eles podem notar que a mãe está com o Instagram aberto, Facebook aberto e etc. Por enquanto, na idade que eles estão, ainda não pediram nada nesse sentido. Mas a Juju já brinca assistindo a vídeos infantis no YouTube. Acredito que o melhor caminho seja o seguinte:

1: Diálogo
2: Dar o exemplo para ser copiado
3: Acompanhar de perto tudo o que fazem na internet

Mas e vocês? Como fazem com as redes sociais por aí com as crianças?

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Publicado Por Aline Oliveira
Formada em Pedagogia, Aline Oliveira atua como professora do ensino fundamental desde 2002. Da experiência da maternidade nasceu a paixão por escrever para mães. 'Paixão pela arte de educar. Paixão por aprender. Com amor, tudo fica mais leve.' Veja mais informações
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