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Reprodução/ YouTube Didatics

Entenda trauma infantil com olhar da psicologia

Meu filho ficou traumatizado? Crianças com traumas? Acompanhe reflexões e análise psicológica do trauma na infância

Por Aline Oliveira, publicado em 08/06/2021 e atualizado hoje.

Dia desses aqui em casa rolou uma agitação das crianças depois do horário combinado. Para quem estuda sobre 'higiene do sono', foi aquela loucura. Meus filhos despertaram e ficou difícil para dormir. Uma reação inesperada do meu marido, lá pelas altas da madrugada, foi um grito bem alto para a nossa filha: 'Vai dormir!'. Alguns minutinhos depois, ele percebeu que passou do ponto. E foi lá conversar com as crianças sobre o grito. Antes comentou comigo: 'Nossa, traumatizou será? Não quero causar trauma, não'.

Conversamos muito sobre trauma infantil desde então. Aquela cena ali, na verdade, virou uma grande brincadeira. E até hoje as crianças brincam com a história: 'Vai dormir!' virou uma piada interna na nossa família. Mas quais são os seus traumas de criança e que você ainda se lembra? Quais são as suas preocupações com este assunto? Fui atrás de informações e reflexões sobre trauma infantil e a psicologia; com a opinião de especialistas em traumas de infância; como tratar o trauma infantil; entre outras curiosidades.

Meu filho ficou traumatizado?

Começo com a colunista Vera Iaconelli, da Folha de SP, que buscou o trauma infantil na psicanálise de Freud:

'O elefante não cabe na lata de molho de tomate, digamos assim, sendo o elefante a vida, e a lata, o aparelho psíquico ou, para Lacan, aparelho de linguagem. Isso que fica de fora, a imensidão da vivência, sobra e insiste em nos assombrar (...) o acontecimento fortuito, contingente, que nem sempre pode ser evitado e o fato de que a vida sempre é demais para quem tem a linguagem como condição de existência', escreveu Vera.

E ela conclui: 'Está aí o delírio do homem pós-moderno que sonha em ser clonado e viver nos subterrâneos de Marte, enquanto deixa a combalida Terra para as baratas. Vida sem trauma, só debaixo da terra mesmo', concluiu a colunista.

Ou seja, é impossível não estarmos expostos aos traumas recorrentes da infância e da vida de forma em geral. É claro que podemos ter precaução e buscar opções mais seguras. Por exemplo: não vou expôr meu filho pequeno a um passeio em alta velocidade da moto, porque sei que há riscos graves nessa ação.

Porém, não posso querer ter o controle das 'brigas' das crianças nas escolas. Aí vira delírio. Como informou o colunista Hélio Schwartsman, também na Folha. Acompanhe abaixo...

Diário de Anne Frank na escola

Vocês viram o caso da versão em quadrinhos de 'Diário de Anne Frank' nas aulas de inglês do sétimo ano da Escola Móbile em São Paulo? Pais reclamaram com a escola pelo conteúdo conter o tema da sexualidade.

'Esses pais erraram é na escolha da escola em que puseram seus filhos (...) Se a escola particular só manda seu filho ler livros que lhe parecem obscenos, aja com discrição e troque de colégio no final do ano. Caso contrário, você estará escancarando que fracassou na elementar tarefa de escolher uma instituição compatível com seu modo de pensar. É um pai nota zero', destacou o colunista.

Pego esse trecho também para falar sobre traumas. Porque ele reflete um pouco essa preocupação. Não confio na escola e acredito que meu filho não pode ser exposto a isso.

Dicas aos pais sobre traumas dos filhos

Na lista das dicas finais, destaco a opinião do psicólogo Fábio Soares: 'Os filhos estão aqui para a vida. É claro que é importante ter o cuidado, a criança debaixo das asas dos pais para não atravessar a rua sozinho, por exemplo. Mas essa preocupação não pode ser excessiva. Senão você vai criar uma criança mimada e que não estará preparada para as dores da vida. Viver é alegria, felicidade, vitórias, mas também tristeza, decepção e derrotas', analisou o psicólogo.

O que vocês acham? Já tiveram alguma experiência por aí, como o 'Vai dormir!'? ;) Comentem abaixo! Aqui neste texto eu falo sobre o sentimento de culpa com pais e mães.

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Publicado Por Aline Oliveira
Formada em Pedagogia, Aline Oliveira atua como professora do ensino fundamental desde 2002. Da experiência da maternidade nasceu a paixão por escrever para mães. 'Paixão pela arte de educar. Paixão por aprender. Com amor, tudo fica mais leve.' Veja mais informações
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